O nome do blog segue o mesmo. A ironia sempre esteve presente porque mestres eram Telê, Ênio Andrade, entre outros e o nosso glorioso Celso Roth era o oposto disso. Não que seja mau técnico, mas é que ele já virou um folclore aqui no Sul, seja por ser retranqueiro ao extremo, turrão ou por sempre começar bem com o time e depois afundar. Alguém pesquisa isso, mas acho que ele nunca ficou mais de um ano meio direto em um mesmo time. Tendo esclarecido isto, sigo a crônica.
Minha viagem começou pela Espanha, onde estive nas cidades dos seguintes times: U.D. Salamanca, Real Madrid (e Atlético), Zaragoza, Real Sociedad, Athletic Bilbao e Racing Santander. Os jornais espanhóis já dão Ronaldinho como acabado e que sua saída do Barca é questão de tempo. Luís Fabiano tá quebrando a banca e os reis da liga são Robinho e Messi, com leve vantagem para o argentino, apesar do Real estar sempre na liderança. Meu fracasso absoluto ficou por conta do jogo Real e Valladolid. Cheguei a ir na frente do Santiago Bernabeu pouco antes da partida, junto com meu amigo italiano. Os ingressos já estavam esgotados e um cambista queria nos vender uns lugares ruins por 70 euros cada. Muito caro, decidimos não comprar. Fiquei torcendo que o jogo fosse 0 a 0, mas não foi nada mais nada menos que 7 a 0. Que merda.
Meu segundo destino foi o Egito, terra do glorioso Al-Ahly. E até acredito que graças ao nosso combate no Japão, o Colorado está bem conhecido por lá. Quando eu caminhava com a camisa do Inter, vários caras comentavam coisas, e um deles até falou em Fernandao (assim sem o til).
Na foto eu, um típico árabe, com minha camisa do Al-Ahly caminhando por um bazar na beira do Nilo
O povo egípcio é apaixonado por futebol e como não poderia ser diferente, pelo futebol brasileiro. Os vendedores das tendinhas sempre perguntavam de onde éramos e depois de falar Brasil em 90% das vezes eles retrucavam como nomes de jogadores, quase sempre Ronaldo, Ronaldinho ou Kaká, mas até umas bizarrices como Denílson. Eu retrucava falando Abu Treka, o herói do Egito (e que joga no Al-Ahly, espécie de Flamengo local) que recém foi bi-campeão da Copa da África.
Abu Treka é o cara
Outro fenômeno é a dimensão da Champions League lá. Assisti o 0 a 0 entre Arsenal e Milan em um buteco de uma pequena cidade. Deixo claro, que no bar não vendia bebida alcoólica, todos bebendo muito chá e fumando muito narguilés, e torcendo bastante (mais pelo Arsenal, provavelmente pelo jogador africano). Este belo comercial, feito especialmente para os árabes, que vi umas dez vezes na tv de lá, mostra o espírito da coisa.
Já escrevi demais, na seqüência conto mais coisas bacanas. Até.
PS: o badalado campeonato paulista, “o melhor estadual do país” (único que é citado e transmitido pela imprensa internacional) tem as seguintes potências como três primeiros colocados: Guaratinguetá, Barueri e Ponte Preta.
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